domingo, 11 de julho de 2010

Você reconhece seus conflitos?


Um conflito como esse em que você pensou agora, pode ser uma oportunidade interessante. O conflito, apesar de ser o centro da neurose, nem sempre é um mau momento. O ser humano vive sua vida, sempre numa condição de polêmica consigo, com o outro e com o mundo.
As pessoas geralmente custam a perceber que um mal-estar generalizado, angústia e muitos sintomas físicos podem ter origem num conflito latente. Isso quer dizer que muitas vezes estamos em conflito sem perceber. Mesmo sem consciência, o conflito permanece silenciosamente se comunicando, às vezes numa linguagem de sintomas físicos.

A falta do hábito e interesse real em se autoconhecer mantém as pessoas limitadas a interpretações superficiais e distorcidas sobre os conflitos que vivem.

Existem conflitos entre os próprios sentimentos. Existem conflitos entre o que se sente e o que se “deve” fazer. Existem conflitos entre nossos impulsos, às vezes nos parecendo contrários.
Muitas vezes estamos num conflito entre um desejo e os próprios mecanismos de defesa, que são aquelas atitudes inconscientes e automatizadas que assumimos para evitar a dor. Cada vez que estamos em conflito com alguém, é dentro de nós que existe primeiramente o conflito. Isso quer dizer que o conflito interpessoal (com o outro) corresponde muitas vezes, antes de tudo, a um conflito intrapessoal, (dentro de nós).

Tentamos sempre evitar as situações de conflito. O que poucos sabem é que o conflito em certa medida é necessário para a evolução do indivíduo. Se existem muitos conflitos, pode haver uma desorganização interna prejudicial à pessoa. Mas, se não existe conflito algum, a vida psíquica tende à estagnação. Temos aí uma condição estacionária.

Daí porque perceber o conflito, identificar a origem e aprender com ele pode nos trazer bons resultados. Podemos passar a soluções inesperadamente criativas. Às vezes se vive um conflito desgastante por dias, meses e até anos. E o que faltava para apaziguar a mente era apenas integrar as partes aparentemente em conflito, e não, escolher uma delas.

Grazi Dahl

Nenhum comentário:

Postar um comentário